José Inácio de Camargo adquiriu em 1850 a Fazenda Santa Maria, situada nas glebas à margem do Rio Monjolinho e deixou como herdeiros seus filhos Major José Inácio e Theodoro leite de Camargo. Theodoro obteve avultada fortuna na época áurea da produção cafeeira. Em 1886 com objetivo de receber o título de Barão do Pinhal quando da visita de D. Pedro II em São Carlos para inaugurar a Ferrovia, Theodoro iniciou a construção de um grande sobrado como sede para a Fazenda Santa Maria. Esta casa foi equiparadas às melhores e mais confortáveis residências da época no país e se diferenciou por estar localizada em uma área rural com uma arquitetura urbana como os grandes palacetes da Europa. Ainda hoje, decorridos mais de cem anos, pode-se admirar a solidez de sua estrutura e as linhas sóbrias e elegantes marcando a história da riqueza do café no Brasil.

Varias construções da fazenda são da mesma época e formam um conjunto que prima pela harmonia arquitetônica. Próximo ao sobrado está a casa do administrador, com um grande sino utilizado para ditar o ritmo de trabalho dos colonos. Ao lado de um grande terreiro de café atijolado, destaca-se um magnífico aqueduto, que conduzia água para movimentar a roda d’água e gerar energia para a máquina de beneficiar café. A senzala, moradia dos escravos era composta por dois compartimentos sem janelas. Depois da abolição foi transformada em colônia para os imigrantes italianos. A casa do “Capitão do mato” fica ao lado de um quadrado cercado que tem a senzala em seu interior.

Em 1904 o casal Candido de Souza Campos e Zuleika Malta compraram esta propriedade com todo mobiliário e pertences os quais são conservados e utilizados até hoje pela quinta geração de seus descendentes. No primeiro piso do grande sobrado existe um “Museu Vivo” com os objetos, móveis, livros, fotografias, quadros, louças, discos e revistas, todos catalogados e classificados. Durante a visita ao museu pode-se ouvir uma linda música tocada no gramofone, ler um jornal do dia da abolição na esplendida biblioteca e conhecer a história e a cultura voltando ao século XIX.

A antiga Estação de trem do Monjolinho está localizada às margens do rio Monjolinho e dentro das terras da Fazenda Santa Maria e próxima ao grande sobrado. A Estação era utilizada para todos os transportes na época, ou seja a produção de café, produção de leite, mercadorias para consumo, correspondências e passageiros. Atualmente, parte da Estação do Monjolinho está restaurada e funcionando um restaurante rural, com comidas típicas.